Secretário de Saúde inaugura Casa do Pezinho na Santa Mônica
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Olival Santos
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| André Valente participou da solenidade de inauguração da casa no hospital maternidade Santa Mônica |
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O secretário de Estado da Saúde, André Valente, inaugurou, na sexta-feira, dia 29, o Laboratório de Análises Clínicas Serviço de Referência em Triagem Neonatal da Maternidade Escola Santa Mônica, a chamada Casa do Pezinho, no prédio anexo à instituição. O Ministério da Saúde credenciou Alagoas, em 2001, no Programa Nacional de Triagem Neonotal, bem como os demais estados da Federação. A partir de então, a Santa Mônica foi habilitada para a fase 1 do programa e passou a realizar, por mês, em média, quatro mil testes do pezinho e se tornou referência em Alagoas no diagnóstico e tratamento das doenças de fenilcetonúria e hipetiroidismo congênito, que provocam retardamento mental no bebê.
André Valente lembrou que, até a inauguração da sede própria para a realização do teste do pezinho, os exames eram coletados na Santa Mônica e enviados ao laboratório da Santa Casa. E, segundo ele, nesta sexta-feira o governo federal credenciou a maternidade para a fase dois do programa, incluindo, também, o exame para diagnóstico de anemia falciforme. A partir de agora, todos os exames do Estado - inclusive os coletados nos postos de saúde do interior de Alagoas - serão realizados pelo novo laboratório da Santa Mônica.
Segundo André Valente, em Alagoas, pelo menos dois bebês são diagnosticados, por mês, com anemia falciforme. Logo, a inauguração da Casa do Pezinho é importante para a realização dos exames, evitando o diagnóstico tardio de doenças que podem ser revertidas se diagnosticadas precocemente.
“O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, tem apoiado as ações do governo no tocante à área materno-infantil, desde o início da gestão do governador Teotonio Vilela Filho. O ministro tem sido parceiro do governador e aberto as portas, sobretudo na questão de atenção básica à saúde”, destacou Valente.
ALERTA
A assessora técnica do MS, Tânia Marini de Carvalho, afirmou que este é um passo muito importante para Alagoas, uma vez que o Estado aderiu à fase 2 do programa. Além de reunir em um só local todas as etapas da coleta: diagnóstico, tratamento e acompanhamento das doenças.
De acordo com ela, a cobertura de exames ainda é de 70%, mas o Estado está preparado para atingir os 100%. Ela alertou as mães a procurarem os postos de saúde mais próximos de sua residência para fazer o teste do pezinho, na primeira semana de vida do recém-nascido.
A coordenadora do Laboratório de Triagem, Fátima Cunha, afirmou que, a cada quatro mil crianças nascidas, uma apresenta hipotiroidismo, e a cada 12 mil, uma tem fenilcetonúria. No caso da anemia falciforme, a proporção é de um para cada 1.2 mil bebês nascidos.
O exame começa com a coleta do sangue – por meio da furada no pé do recém-nascido -, seguido do diagnóstico, localização imediata da mãe da criança, caso seja detectada alguma das doenças citadas, e tratamento, que, na maioria das vezes, é para toda a vida. “É importante que as mães tragam o bebê na primeira semana de vida, porque o retardamento tem efeito cumulativo. Quanto mais tarde o diagnóstico, mais aguçado será o problema. Se a doença for descoberta cedo, a criança pode levar uma vida normal”, advertiu.
O prazo entre a coleta e resultado do exame se dá em sete dias. Caso seja positivo, o município onde a criança mora fica sabendo em até três dias para que o tratamento seja iniciado o quanto antes.
A solenidade contou com a participação do diretor da Santa Mônica, José Carlos Silver, que, juntamente com o secretário André Valente, descerrou a placa de inauguração e fez o corte da fita –, dirigentes da instituição, profissionais da Secretaria de Saúde e da equipe multiprofissional que trabalha no laboratório.
Fonte: Ascom - SESAU
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