O historiador Bernardino Araújo Miranda (foto), professor de História Contemporânea de Alagoas da UFAL, está finalizando a pesquisa sobre a aristocracia da Ponta Verde, conhecendo as raízes da burguesia maceioense, os bairros mais antigos e as conseqüentes transformações urbanas ocorridas em Maceió desde a sua criação e elevação à vila em 1815, por ato joanino.
A obra terá o título de “A Aristocrática Ponta Verde: reduto mor do PIB alagoano” e destaca no capítulo “Metropolitanização” a evolução e o incremento populacional ocorridos na última década, quando Maceió foi considerada pelo IBGE região metropolitana composta de 10 cidades, que futuramente absorverá outras oito urbes, totalizando 18.
Bernardino Araújo Miranda também ressalta na obra o símbolo pioneiro da cidade, o Gogó-da-ema, que teve extraordinária repercussão no trade turístico, serviu de referencial para os nativos das Alagoas por longos anos e ainda hoje é cultuado.
Os dois capítulos finais de “A Aristocrática Ponta Verde: reduto mor do PIB alagoano”, são os mais interessantes, por tratarem especificamente do bairro, com as atrações, os pontos de lazer, os hotéis principais e a fantástica valorização imobiliária e urbana.
No final do trabalho, o professor faz a estimativa de que em cinco anos a Ponta Verde, pelas vigorosas transformações arquitetônicas e pelo surgimento de numerosos prédios, duplicará a sua população de 15 mil moradores para 30 mil.
Rosalvo Acioli