A crise política disseminada no Senado causa sobressaltos e, por conseqüência, aponta para a necessidade imperiosa da reforma da Lei Eleitoral brasileira. Os juristas apresentam as sugestões de inelegibilidade aos candidatos condenados por tribunal de segunda instância, por crime de improbidade administrativa, contestação inicial de gastos para fins de cassação do diploma e incentivo fiscal para doações de campanhas.
A atual Lei Eleitoral, eivada de equívocos e vícios, condicionou oportunidades aos candidatos que agem se beneficiando e atuam politicamente sem responsabilidade e sem respeitar o povo. Os gastos milionários nas campanhas eleitorais nos últimos anos provocaram o desequilíbrio entre os candidatos a cargos eletivos e privilegiaram os políticos que possuem ou arrecadaram grandes somas de dinheiro para custear as suas candidaturas. O resultado desse número crescente de políticos eleitos com recursos financiados por pessoas ou empresas tem sido adversos aos interesses da população brasileira.
A maioria dos candidatos tem sido eleita para representar grupos políticos ou econômicos, sem nenhuma preocupação em defender os interesses do povo brasileiro, tão sofrido e prejudicado pelas conseqüências dos atos políticos dos que se proclamam representantes da sociedade.
Diante da conjuntura política negativa e desgastada pelos escândalos de corrupção no Congresso Nacional, urge, portanto, providências das autoridades constituídas para a reforma da Lei Eleitoral. E que, por prudência, a reforma seja feita com rigor para garantir a correção dos desmandos nas campanhas eleitorais, definindo os critérios justos e iguais na disputa entre os candidatos nas próximas eleições.
O Brasil precisa superar o atraso político, responsável por grande parte dos equívocos na condução de políticas ineficientes que causaram as carências e as mazelas da população brasileira. Situações que não se resolvem a décadas.
A população brasileira espera com interesse e atenção redobrada que a nova legislação não mais favoreça os políticos omissos e sem causa, estes que usurpam o poder e fazem fortuna sobre a pobreza e a miséria de cerca de 7O milhões de brasileiros, carentes de educação, saúde, moradia e segurança.