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EDITORIAL |
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A crise e a oportunidade
A crise financeira que se abateu no cenário internacional, em decorrência das perdas bilionárias das instituições bancárias credoras de capital imobiliário sobretudo nos Estados Unidos, colocou em pânico o mercado mundial, com repercussões nas economias européia, asiática e americana.
Instituições creditícias e industriais tradicionais, principalmente dos Estados Unidos e da Inglaterra, que haviam investido e especulado bilhões de dólares em títulos da dívida imobiliária americana, perderam fortunas, algumas quebraram ou estão quase falidas, gerando uma onda de choque em diferentes setores da economia mundial e grandes perdas aos investidores que aplicaram em ações nas bolsas em todo o mundo.
No Brasil, fortalecido por uma série de medidas anteriormente implementadas pelo Governo Federal através do Banco Central, embora haja perdas de instituições financeiras e de industrias, a onda de choque vem causando a desaceleração na economia nacional e a retração dos investimentos.
O governo federal tem reagido à crise com prudência e sabedoria, promovendo ações planejadas, incentivando a oferta de empréstimo e reduzindo alguns impostos para estimular a economia e conter os efeitos danosos da onda de choque no mercado nacional. O presidente da República, com razão, tem pedido à população brasileira que continue consumindo para se manter em níveis razoáveis a produção industrial no País.
Embora a crise e as perdas bilionárias sejam sobretudo das instituições creditícias e industriais que especularam no mercado financeiro, os efeitos da crise no Brasil oferecem a oportunidade ao governo de buscar corrigir as deficiências estruturais persistentes e sem solução que se prolongam ao longo dos últimos anos, com a implantação imediata e necessária das reformas tributária e política.
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