O Banco do Nordeste, durante a 3ª Conferência Brasileira de Arranjos Produtivos Locais (APLs), realizada em Brasília (DF), de 27 e 29 de novembro, apresentou sua nova metodologia de desenvolvimento territorial, com a qual, por meio da estruturação de cadeias produtivas em todo o Nordeste, pretende mobilizar recursos da ordem de R$ 5 bilhões, nos próximos quatro anos.
Em Alagoas, os APL’s trabalhados atualmente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e parceiros são Turismo, Piscicultura, Apicultura, Ovinocaprinocultura e Móveis. Além desses, o BNB elegeu como atividade a ser estruturada no Estado, a bovinocultura de leite. “Ações de crédito, de articulação de parcerias e outras estão previstas para esta atividade. Até o final de 2007, a meta é alocar cerca de R$ 7,2 milhões na bovinocultura alagoana. Em 2008, a bovinocultura deve ser incrementada com cerca de R$ 21 milhões em financiamentos com o BNB”, informa o coordenador estadual da Célula de Desenvolvimento Territorial do BNB em Alagoas, Josué Lucena.
CONFERÊNCIA
Promovido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), o evento teve o objetivo de discutir alternativas para o desenvolvimento territorial, por meio da apresentação das potencialidades de cada setor produtivo, de casos de sucesso e da troca de experiências entre instituições parceiras, como Banco do Brasil, Caixa Econômica, Sebrae, BNDES, e Ministérios da Indústria e Comércio e da Integração Nacional.
Como um dos integrantes do Grupo de Trabalho Permanente para APLs, coordenado pelo MDIC, o apoio do Banco visa fortalecer atividades econômicas regionais por meio do financiamento, e realizar ações complementares ao crédito e de apoio às políticas públicas, mitigando riscos e gerando negócios mais estruturados.
Para alcançar esses objetivos, o BNB realizou recentemente um trabalho que envolveu todas as suas 180 agências, no qual foram definidas cadeias produtivas prioritárias. Nos próximos quatro anos, estima-se que cada agência selecionará até quatro atividades econômicas a serem trabalhadas, elaborando projetos que movimentem, em média, recursos da ordem de R$ 2 milhões cada.
De acordo com o diretor Luiz Carlos Everton, que representou o Banco no evento, o encontro foi uma oportunidade de reflexão acerca dos arranjos produtivos locais e sua importância para o desenvolvimento local e territorial. "Esse evento sem dúvida propiciou o fortalecimento de conhecimentos das atividades econômicas regionais e possibilitará parcerias e troca de experiências entre as diversas instituições", destaca.
O gerente executivo da Área de Políticas de Desenvolvimento Territorial do BNB, Fábio Lúcio de Almeida, que proferiu palestra no evento, salienta que o trabalho desenvolvido pelas agências possibilitará a qualificação territorial do Banco, integrando elos rurais e urbanos e estimulando a geração de negócios. “A escolha de atividades semelhantes, em diferentes territórios, permite o compartilhamento de experiências e a elaboração de estudos, programas e linhas de crédito orientadas para resolver problemas comuns”, afirma.