Existem pessoas em Alagoas que são muito especiais. E, modestamente, da melhor qualidade. Na política sempre nos destacamos. O proclamador da República foi o grande Marechal Deodoro da Fonseca, primeiro presidente do Brasil. Ainda tivemos mais dois presidentes, Floriano Peixoto e Fernando Collor. Temos lideranças nacionais militando nos maiores partidos políticos do país.
Nas artes, somos soberbos. Graciliano Ramos, um dos maiores escritores do Brasil, autor de clássicos universais traduzidos para vários idiomas. Na poesia, Jorge de Lima, outro escritor universal. Aliás, ambos participaram da atividade política. Na música, Djavan, incorporado aos imortais, com composições densas e algumas perfeitas em todos os fundamentos da canção - poesia e música se integrando de forma única e original. No jornalismo temos muitos. Cláudio Humberto, o colunista mais lido no país. Audálio Dantas, que deixou Alagoas cedo e que vai além do jornalismo, exemplo de honradez, cidadania e alagoanidade. Jorge Oliveira, nosso Arapiraca, prêmio Esso de jornalismo.
O último testemunho desta tese que defendo de forma serena mas apaixonada, foi presenciado por mim em um auditório lotado, na Câmara de Vereadores de São Paulo, na entrega do título de cidadão honorário ao nosso Márcio Canuto. Foi uma consagração, para o Márcio e para Alagoas. A indicação foi do vereador Celso Jatene, sobrinho do grande amigo Adib Jatene e uma referência política na paulicéia. Lotavam o auditório familiares e amigos alagoanos, mas majoritariamente os amigos “estrangeiros”: jornalistas globais e de outras emissoras, pessoas de diferentes classes sociais e profissionais que prestigiaram o ato e demonstraram verdadeira veneração pela figura humana do homenageado e pelo papel que ele representa hoje como jornalista em uma das maiores cidades do planeta. Márcio Canuto conquistou São Paulo e a sua contagiante alagoanidade conquistou e incrustou-se nos seus amigos.
O governador Teotonio Vilela incumbiu-me de expressar mensagem bastante aplaudida, em que destaquei o profissional competente e dedicado, mas observei que sua maior qualidade é gostar de gente. Quando se gosta do ser humano, tudo o que se faz se torna bonito e importante, pois é feito sobretudo com amor. Senti muito orgulho de ser alagoano; vi na pureza e na simplicidade do Márcio a universalidade, uma dádiva só alcançada pelos grandes homens. Nosso “canelinha” é a síntese de Alagoas, com tudo o que temos de bom, e por isto é um daqueles alagoanos que podemos emprestar ao mundo, para promover o bem das pessoas. Por que gosta de fazer o bem e porque é o seu destino. Prossiga, amigo. A partir de agora pode atender por Márcio Canuto do Brasil.
José Wanderley Neto é escritor, cirurgião cardiovascular e vice-governador do Estado.